Não espere pelo CLARITY: a "faca" da SEC é mais confiável do que a "tática de adiamento" do Congresso
A 7 de agosto, o Senado entrou oficialmente em recesso.
O projeto CLARITY não foi votado.
O líder da maioria no Senado, Schumer, confirmou na noite de quinta-feira: o projeto não será votado antes do recesso, e a agenda relacionada foi adiada para setembro.
As palavras exatas de Schumer foram: "Os democratas insistem em não votar no CLARITY."
Após a retomada do Senado a 14 de setembro, o projeto será "prioridade máxima" para avançar.
Mas sabe o que isso significa?
Do regresso em setembro até as eleições de meio de mandato em novembro, restam menos de três semanas para legislar.
Três semanas para resolver um projeto que está bloqueado há um ano?
Não seja ingénuo.
O "quadro regulatório federal" que espera provavelmente não virá — pelo menos não este ano.
Veja os dados:
No Polymarket, a probabilidade do projeto CLARITY ser assinado em lei em 2026 caiu de mais de 70% no início de maio para cerca de 14%.
Há uma semana ainda era 30%, agora está entre 13% e 16%.
De "certo" para "quase impossível" em apenas três meses.
O senador republicano Tillis disse ele próprio: o adiamento da votação para setembro pode ter reduzido a probabilidade de aprovação do projeto em "50%".
50%?
Eu acho que é mais do que isso.
Onde exatamente o projeto está bloqueado?
Na superfície, é uma disputa entre os dois partidos, mas na realidade são três barris de pólvora a explodir ao mesmo tempo.
Primeiro, a cláusula ética — os negócios de criptomoedas de Trump tornaram-se alvo.
Os democratas exigem a inclusão de restrições mais rigorosas sobre conflitos de interesse de ativos criptográficos para funcionários do governo. O foco está na família Trump — as suas meme coins, World Liberty Financial e outros projetos cripto tornaram-se temas inevitáveis nas negociações.
Segundo, cláusulas de proteção ao consumidor e anti-fraude.
Sete senadores democratas já rejeitaram versões anteriores do projeto, alegando que o projeto não é suficientemente rigoroso em proteção ao consumidor, combate à lavagem de dinheiro e integridade do mercado. Os democratas exigem cláusulas anti-fraude mais severas e proteção contra manipulação de mercado.
Terceiro, a disputa de interesses entre stablecoins e o setor bancário.
Alguns legisladores temem que as cláusulas atuais possam afetar o espaço de negócios dos bancos pequenos. Grupos bancários exigem restrições mais rigorosas sobre pagamentos de juros relacionados a stablecoins. O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, chegou a criticar publicamente o CEO da Coinbase.
Um ano depois, nenhum dos três lados cede.
Agora a questão é: sem o CLARITY, o que acontece com o setor cripto?
A resposta pode surpreendê-lo —
O setor cripto já viveu sem um escudo federal.
Três caminhos alternativos estão a tomar forma:
Caminho um: o "Project Crypto" da SEC e da CFTC.
A pesquisa da Bernstein aponta: mesmo que o projeto CLARITY não passe, a SEC e a CFTC podem continuar a avançar na regulação cripto através do "Project Crypto".
As duas agências já estabeleceram um quadro de coordenação, incluindo uma interpretação conjunta de como as leis de valores mobiliários se aplicam a ativos cripto, e regras contínuas para emissão de tokens, custódia por corretores e plataformas de negociação.
O plano promovido pelo presidente da SEC, Gary Gensler, está incluído na agenda de 2026, abrangendo isenções de registro de tokens, portos seguros e custódia por corretores.
O presidente da CFTC, Rostin Behnam, afirmou claramente: se o Congresso não agir, as agências reguladoras acabarão por estabelecer regras para o setor.
Em linguagem simples: se vocês não legislarem, nós fazemos.
Caminho dois: regulação fragmentada dos estados.
A Lei de Ativos Financeiros Digitais da Califórnia entrou em vigor a 1 de julho.
Todas as exchanges, custodiante, emissores de stablecoins e operadores de ATM de Bitcoin que prestem serviços a residentes da Califórnia devem agora possuir licença DFPI ou ter submetido pedido completo.
Quem violar enfrenta multas civis de até 100.000 dólares por dia.
A Califórnia já está assim. E Nova Iorque? E Texas?
Caminho três: fiscalização e aplicação da lei.
A SEC e a CFTC nunca pararam as ações de fiscalização. Sem o CLARITY, continuam a investigar, multar e processar.
Onde as regras não chegam, os limites ficam claros.
O que isto significa para o mercado?
Primeiro, um quadro federal "unificado" está fora de alcance a curto prazo.
Após a retomada em setembro, restam apenas três semanas, e ainda há a pressão política das eleições de meio de mandato. Mesmo que o Senado aprove, o projeto ainda precisa passar pela Câmara e ser assinado pelo presidente.
O tempo é insuficiente.
Segundo, a regulação "fragmentada" dos estados será a norma.
A DFAL da Califórnia já abriu caminho. 50 estados, 50 conjuntos de regras.
As empresas cripto que operam a nível nacional enfrentarão custos de conformidade cada vez maiores.
Terceiro, para exchanges e projetos DeFi, os custos de conformidade não vão diminuir, só aumentar.
A legislação federal não chegou, mas a regulação não vai faltar — apenas chega de forma mais fragmentada e imprevisível.
Não coloque mais esperanças na "caridade" de Washington.
O CLARITY está bloqueado, mas a regulação não vai faltar.
As regras da SEC continuam a avançar, os sistemas de licenciamento estaduais já estão em vigor, e as ações de fiscalização nunca pararam.
Um "unificado" federal é um luxo, não uma necessidade.
O setor cripto vivia bem antes do CLARITY, e viverá bem depois.
Só que — a forma de viver mudou.
Quem espera pela "clareza regulatória" para entrar, pode esperar muito, muito tempo.
E quem já está a correr no caminho da conformidade —
Já deixou os concorrentes para trás.
$BTC$ETH$SOL#CLARITY表决推迟至9月,监管窗口后移
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